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Somos

pelo prazer. Da carne e de comer. Somos pelos animais, pela vida, pelo sangue a pulsar. Pelas respirações ofegantes no meio dos lençóis e fora das praças de touros. Somos pelo amor. Pelos "abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim". Somos pelos sentidos, pela paixão e compaixão, pela sinergia dos corpos. Somos pela liberdade. Somos pelo deixem-se de merdas que a tourada não é cultura. Somos livres e, mais que tudo, respeitamos a liberdade dos outros. Somos pela voz daqueles que não se podem ouvir. Somos pelo equilíbrio, pela alimentação saudável, pelo queijo e pelo tofu, pela quinoa e pelas batatas fritas, pela spirulina e pelo ketchup. Somos pelo risotto de cogumelos, pelo hambúrguer, pelo croquete de feijão e pelas buddha bowls e smoothie bowls e tostas de abacate da vida. Somos pela beleza dos corpos, pela sensorialidade, pelo arrepio na espinha. Somos pelas gorduras e pelas formosuras, pelas pêras, maçãs e morangos e todas as formas que inventarem para o corpo de uma mulher. Somos pelos magrinhos e espadaúdos, altos e baixos, carecas cabeludos reis e capitães. Somos pela liberdade em poder dizer pila e vagina. Somos pela mistura estranha de conceitos - como o foder e o comer. Somos pela proteína mas também pelos hidratos de carbono, pelas gorduras e pelo ferro, o magnésio e o zinco - não somos discriminatórios. Somos pela não-repressão. Somos pelo amor aos corpos - a todos os corpos.