o prato não faz o monge.

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Será que podemos conhecer uma cultura pela sua gastronomia? O que nos diz dos povos do médio-oriente, a abundância de ervas frescas e especiarias da sua gastronomia? O que podemos constatar da profusão de gostos e sabores que encontramos em todo e qualquer prato indiano, sobre quem os cozinha e quem os come? E que pensar da plenitude encontrada invariavelmente na simplicidade da excelência dos ingredientes da gastronomia italiana? Para que tipo de pessoa nos remete a elegância de sabores de uns oeufs cocotte, um ratatouille, uma quiche ou uma soupe à l’oigon?
A minha resposta imediata à primeira pergunta é: provavelmente não. E o maravilhoso disso é que, por muito diferentes que todos sejamos uns dos outros, podemos sempre encontrar algum consenso à volta da mesa. Porque quem gosta de uma lasanha pode ser também amante de chili e um devoto de ramen. Quem se perde por um aloo gobi ao almoço, pela-se por uma omelete ao jantar. Na verdade, há poucas coisas mais democráticas e conciliadoras que a comida. Videos de gatinhos no Youtube, talvez. O amor, certamente. Então a comida feita com amor, é certo que una gregos e troianos, americanos e coreanos, rabugentos e melancólicos, mal-humorados e mal-amados. Se não acreditam, experimentem por-lhes à frente um prato que amem e vão ver se não se desenha um sorriso em cada cara, na hora. Um pedaço de chocolate pode ser mais conciliador que uma conversa.