O nascimento

Quando uma pessoa deixa de se alimentar com carnes de bichos é invariavelmente bombardeada com interrogatórios durante as refeições. Vocês sabem do que estou a falar: naquele momento em que queres tudo menos dissertar sobre questões filosófico-existenciais, porque estás cheio de fome, surgem todo o tipo de perguntas, e algumas delas, mesmo não sendo crente, só apetece dizer "Nossa Senhora". (Mais para a frente colocaremos um post com algumas destas perguntas/observações brilhantes, dando o nosso melhor para as esclarecer.)

Foi assim que surgiu o nome deste projeto. Sendo eu uma pessoa que preza manter as boas relações humanas e jamais entrar numa discussão feia sobre qualquer tema - neste caso opções alimentares - uma boa forma de encarar a bilionésima vez que me perguntavam "Então mas não comes carne?" foi com humor. Resolvi lançar para o ar um "Carne, só viva". E não é que resultou? Em vez de continuar num jogo de ping-pong onde cada um tenta mandar a sua bola com mais força a cada oportunidade de falar, surgiu um sorriso na boca do "adversário" e o tema morreu por ali.

Foi o início de uma ideia que desde então tem vindo a amadurecer e que está agora a dar os seus primeiros rebentos. Serão frutos doces e ricos em nutrientes, para vos adoçar o paladar e, quem sabe, germinar mais ideias assim em cabeças férteis, bem nutridas e sem ervas daninhas.