fazer sentido.

E percebes que quando aceitas, tudo flui. É um equilíbrio sem balança, sem dois lados, sem passado ou futuro. Um equilíbrio que só precisa de ti aqui. Um equilíbrio que não precisa de razão nem racionalização porque o É simplesmente, tal como tudo o resto É sem ter de pedir licença. Um equilíbrio que é a tua forma primordial. E quando tudo o resto parece falhar, fechas os olhos e percebes que este momento nunca falha, e é tudo o que há.

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sen·so·ri·a·li·da·de

Sensorialidade é algo que fica no meio, como a mão que toca um peito entre uma silhueta e uma camisa despida. É o quente que se sente entre duas bocas seladas e um baton vermelho. Sentir o toque frágil dos filamentos de um cogumelo nas nossas mãos, depois de contemplar a sua estrutura perfeita e antes de o cortar para transformá-lo em outra coisa. 

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Da dor e do Prazer.

Não crescemos sem dor, uma grande amiga disse há uns dias. O problema é quando não compreendemos onde acaba a dor e começa o sofrimento. A dor é inevitável, não podemos queimar-nos e não doer, não podemos amar e ser desamados e não doer, não podemos viver, errar sem sentir que isso moa cá dentro. Mas podemos escolher o que decidimos fazer com essa dor. Perceber de onde vem o prazer é compreender a dor e escolher o seu oposto. E podemos acima de tudo escolher não inflingir sofrimento ao outro. Simples assim. Na escolha.

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Psi (this is not a Manifesto)

(...) como esses espaços muitas vezes precisam de muito mais que a comida para se fazer valer, são eles que acabam por apostar massivamente nos ditos guias e redes sociais. E porque, para pessoas como eu e a esmagadora maioria dos heavy consumers da Nova Gastronomia Lisboeta, o que não está no Instagram não existe, acabamos por nos esquecer que há outros espaços genuinamente bons, que já andavam por cá quando os outros ainda usavam fraldas, e que não precisam de mais nada a não ser boa comida, para falar por si mesmos. O Psi é um desses lugares.

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Miss Saigon

De segunda a sexta-feira, das 12:00 às 14:00 Cláudia Salú e Paulo Almeida apresentam-nos um menu diário de três pratos de fazer salivar só pela descrição. Podemos não fazer ideia do que é uma pastilla, ou uns korokkes ou um xinxim, mas sabemos que vai ser bom. É sempre bom. É imensa a gratificação que aficcionados por boa comida como nós sentem em ir à descoberta de novas combinações de sabor e saber que vai sempre correr muito bem. 
 

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Vinte seis anos e trezentos e sessenta e quatro dias.

Até hoje nunca soube responder com convicção se acreditava que as pessoas podem realmente mudar ou não. Não compreendia o sentido dessa palavra até perceber que o problema não está na palavra mas sim na pergunta. A questão não é se podemos mudar ou não, porque podemos e estamos constantemente a fazê-lo, o tempo todo. A questão é o quanto dessa mudança é moldada de acordo com a nossa intenção.

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Fazer amor

Porque é tão óbvio agendar uma ida ao dentista mas não tão óbvio um momento para amar? 
Qual foi a última vez que fizeste amor com a comida da mesma maneira que fazes amor com quem amas? Sem querer chegar a lugar nenhum, sem expectativa ou propósito se não o prazer de saborear o teu objecto de atenção, demorando-te nele e transformando o momento naquilo que tu quiseres. 

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Dentro

Há dias em que só apetece ser assim, ficar dentro. Ir buscar pão e vir para dentro. Ir ao mercado e vir para dentro. Ir beber um chocolate quente e vir para dentro. Ir ao cinema e voltar para dentro. E ficar. De copo-do-que-nos-aprouver na mão e chinelos nos pés. A garantia de que Lisboa está lá fora já é suficiente por hoje.

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Fruta da época

Somos feito de estações, já sentiste?
Compreender que o Outono acontece fora e dentro - acima de tudo, dentro - de ti. Compreender a renovação, os ciclos que começam e terminam, ciclos que são para simplesmente estar e outros para fazer. Compreender e aceitar. É como a tristeza, a melancolia, a Primavera e o Inverno. Vai e vem. Deixa vir, deixa ir. Aproveita o que de melhor tem.
 

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Amor incondicional e cooperação

Age como se a máxima de tua ação devesse tornar-se, por tua vontade, lei universal da natureza. 
Immanuel Kant
Ao amor incondicional e cooperação e ao entendimento de que todas as espécies - animais e vegetais - tem a sua função, a agricultura sintrópica aplica o imperativo categórico de Kant ao seu modus operandi, numa sintonia perfeita de três principios absolutamente interdependentes entre si.

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Não, não é.

Encontra o teu mínimo múltiplo comum. A equação certa entre o que a vida te dá e aquilo que realmente queres. Tu. Só. Não o que dizem que devias querer. Ou devias fazer, ou o que outros iguais - que não o são - a ti fazem e querem e pensam. Limpa, arruma, sacode, aspira, põe phones nos ouvidos para abafar tudo aquilo que está a interferir entre ti e o primeiro passo.
 

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Grão de areia

Há uns anos era incapaz de comer a mesma coisa dois dias seguidos. Hoje, sou capaz de repetir algo que goste até que me farte. Ou que acabe. É um all-you-shouldn't-do-in-a-bowl : tem manteiga de amendoim que agora dizem que não é assim tão boa para nós, tem as papas de aveia frias, quando geralmente se comem quentes, e tem a fruta ácida com a doce. But you do it anyway. Because grãos de areia and because it's good.

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